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LEITOR: LIVRO “DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS”

Os leitores encontraram um impactante tesouro literário para os conduzir a desenterrar os tesouros divinos na leitura do livro escrito por J. A. Lucas Guimarães, organizador do Blog Calvino21 , onde expõe e aprofunda os ensinos de João Calvino sobre o exercício espiritual da oração, sob o título: DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS: Os princípios da verdadeira oração ensinados por João Calvino ┐  Excelente leitura!  ┌ É um livro encorajador para quem busca viver o Reino de Deus, que já está no nosso meio.  Se você quer aprender mais das riquezas de Deus sendo confrontado, aconselho-te esse livro. Agora se você quer que seu ego seja massageado aconselho-te a não adquirir esse livro. Welington Marques da Silva Cliente da Amazon  à aquisição e leitura  do livro. Princípios para uma profunda e verdadeira oração à luz das Escrituras Sagradas! Neste pequeno livro, o autor capturou com maestria e vivacidade os ensinamentos e a visão do grande reformador João Calvino s...

CONHECER A DEUS ENVOLVE CONFIANÇA E REVERÊNCIA ▪ I.II.2

e-Institutas | João Calvino
▪ ▪ ▪   João Calvino
  O que é Deus?  Quem faz essa pergunta está apenas em busca de satisfação sobre inúteis curiosidades. O que mais importa é saber de que caráter ele é e o que é compatível com a sua natureza. Ora, que vantagem teria de se unir a Epicuro no reconhecimento da existência de um Deus, que deixa de lado seu cuidado com o mundo e somente se satisfaz em fazer nada? Afinal, o que nos acrescentaria conhecer um Deus, cujo desejo é manter-se estranho e distante de nós? O que deveria ocorrer seria o contrário disso, pois, antes, conhecê-lo oportunizaria a:
 Em primeiro lugar, 
encaminhar-nos ao temor e à reverencia a ele.
 E, então, 
ao admiti-lo como nosso guia e mestre, aprendamos a nele procurar todo o bem e, ao obtê-lo, dá-lhe o crédito.

Ora, como é possível entrar em sua mente a ideia de Deus, sem que não reflita, também, ao mesmo tempo, assim:

▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪
Já que foi criado por ele e, desse modo, encontra-se submisso e anexado ao seu domínio pelo próprio direito de criação, portanto, precisa dele para viver e que convém dedicá-lo todas as suas realizações?
▪ ▪ ▪ ▪ ▪ ▪

Se esse é o pensamento, disso resulta, sem dúvida, caso sua vida não for colocada ao serviço dele, pois a vontade divina deve ser a lei do nosso viver, ela está lamentavelmente corrompida. Doutro lado, também, é impossível ter clareza de idealização dele, sem que o reconheça como fonte e origem de tudo o que é bom. Daí, é que nasceria não apenas o desejo de se devotar a ele, como de colocar sua confiança nele. Isso se a depravação da mente humana, não a desviasse do caminho correto da aprendizagem.

Ora, diga-se de início, a mente piedosa não imagina para si um mero Deus qualquer. Ao invés disso, volta-se apenas ao único Deus verdadeiro. Jamais o qualifica como alguma coisa que é simplesmente produto interessante à sua imaginação, mas se contenta em reconhecê-lo como ele mesmo se revela. Nisso, portanto, com a mais total dedicação sempre se policia, com vista a não ocorrer de perambular sem direção, indo para fora dos limites da vontade divina, como resultado de se precipitar em tal ousadia. Aquele que assim conhece a Deus, é porque:

 Sabe  
que ele governa tudo, logo confia ser ele seu guia e protetor, de modo a se entregar a toda sua guarda;
 Entende  
que ele é o autor de todo bem, daí que se algo o oprime e se tem falta de alguma coisa, depressa se abriga em sua proteção e dele espera ajuda;
 Convenceu-se  
de que ele é bom e misericordioso, descansa nele com firme confiança e não duvida que, em sua misericórdia, para todos os seus males se terá sempre preparado o remédio;
 Reconhece-o  
por Senhor e Pai, também o considera digno de toda submissão à sua soberania em todas as coisas, reverenciar sua majestade, buscar exaltar sua glória e obedecer aos seus mandamentos;
 Percebe  
que ele é justo juiz e se encontra armado de sua severidade para punição dos delitos, mantém sempre seu tribunal diante dos olhos, ao que no temor que a ele cultiva, se inibe e se abstém de provocar sua ira. E, no entanto, não fica tão apavorado com a consciência de seu julgamento a ponto de desejar se retirar, mesmo que alguma forma de fuga estivesse aberta. Ao contrário, na mesma medida o tem como o juiz dos maus, assim como o benfeitor dos piedosos. Isso porque considera que como é próprio à glória de Deus aplicar aos maus e perversos o merecido castigo, também o dom da vida eterna aos justos.
 Limita-se,  
além disso, de pecar não apenas por medo do castigo, mas porque ama a Deus e o reverencia como Pai, bem como honra-o e o cultua como Senhor e, por certo, mesmo que não existisse inferno, ainda tremeria em ofendê-lo, até mesmo só de pensar.

Daí, portanto, consiste a religião pura e verdadeira, a saber:

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Fé unida a sério temor de Deus, na qual o temor não apenas possui nele pronta reverência, mas também traz consigo a legítima adoração, como prescrita na lei.
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Agora, preste plena atenção nesse detalhe: enquanto se percebe que são muitos os que cultuam a Deus de maneira superficial e comum, pouquíssimos são aqueles que realmente o reverencia. Ainda que, em todo lugar, ocorram grandes celebrações cerimoniais, raramente é encontrada nelas a sinceridade de coração.

João Calvino  e-Institutas de Calvino21: simplicidade e devoção (Livro I, II, 2)Tradução de J. A. Lucas Guimarães da edição latina de 1559Edição digital. São Vicente/SP: Blog Calvino21, 2021. 

Capítulo I.II.1 e-Institutas | Capítulo I.III.1

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