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Destaques

LEITOR: LIVRO “DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS”

Os leitores encontraram um impactante tesouro literário para os conduzir a desenterrar os tesouros divinos na leitura do livro escrito por J. A. Lucas Guimarães, organizador do Blog Calvino21 , onde expõe e aprofunda os ensinos de João Calvino sobre o exercício espiritual da oração, sob o título: DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS: Os princípios da verdadeira oração ensinados por João Calvino ┐  Excelente leitura!  ┌ É um livro encorajador para quem busca viver o Reino de Deus, que já está no nosso meio.  Se você quer aprender mais das riquezas de Deus sendo confrontado, aconselho-te esse livro. Agora se você quer que seu ego seja massageado aconselho-te a não adquirir esse livro. Welington Marques da Silva Cliente da Amazon  à aquisição e leitura  do livro. Princípios para uma profunda e verdadeira oração à luz das Escrituras Sagradas! Neste pequeno livro, o autor capturou com maestria e vivacidade os ensinamentos e a visão do grande reformador João Calvino s...

CALVINOFOBIA TEVE DIAGNÓSTICO NOTICIADO NO SÉCULO XIX

▪ ▪ ▪      J. A. Lucas Guimarães

ão é de recente uso popular, a caracterização da palavra fobia à exagerada aversão a algo ou alguém. Quando a constatação é da própria pessoa a respeito dela mesma, em relação a algo ou alguém, que pretende convencer da total incompatibilidade e se fazer entendida da impossibilidade de aproximação ou pertencimento à referência preterida. Quase sempre, com ar de desdém, é dito: Jamais! Até mesmo só em pensar, sinto fobia! Por sua vez, o diagnóstico dirigido à outra pessoa, na busca de mediar uma maior sensibilidade, empatia e leveza aos condicionadores do ego (egoísmo) e éticos (moralismo), foi dito: Você tem é fobia disso!  No entanto, foi ouvido como se insinuasse que a causa era o preconceito da parte dela preconceito da parte dela: Você tem é preconceito a isso!” 

É comum ocultar o preconceito através do uso de termos, como esse em menção. Um exemplo disso, ouvi de uma senhora, muito elegante e, ainda muito mais, chateada pela dificuldade de acesso aos serviços daquele shopping, devido ao grande número de frequentadores. Nisso, inevitavelmente, passa a ter fila para tudo. Não sem razão, tenho fobia a pobre! – conclui seu argumento à colega sobre o motivo daquela superlotação e da sua fobia. Não sem razão, também, não é preciso leitura das entrelinhas, se é que existem, nesse caso!

Isso considerado, não se trata de um caso inusitado, o fato noticiado na edição de 28/3/1891 do Jornal Imprensa Evangélica, em matéria da coluna Variedades, sob título de “Calvinofobia”, sobre a ocorrência do primeiro acometimento humano diagnosticado, cujos sintomas são medo e aversão exagerados à pessoa do reformador protestante do século XVI, João Calvino, que se faz transcrição do noticiado, em ortografia atual, a seguir:

Calvinofobia — Está sofrendo de um ataque agudo dessa doença um colega do norte, segundo obtemos de seu próprio testemunho, em que morde a torto e a direito. Recomendamos que ele se ocupe, antes, de “melhores coisas e mais vizinhas à salvação, ainda que assim falemos” e que, como remédio, tome muitas doses das obras de Calvino.

Excerto do Jornal Imprensa Evangélica, edição de 28/3/1891.

Diante da intensa propaganda antiprotestante direcionada, principalmente, a se manter denegrindo a imagem do reformador suíço do século XVI. valendo-se da crendice. De fato, a ponto de fazer acreditar que, apenas em pensar no nome dele, mesmo inocentemente, poderia ocorrer por essa danação, em razão da gravidade do pecado cometido por pensamento, no mínimo, a penalidade de padecimento no purgatório, mas com enorme possibilidade de atalho direto ao inferno. Portanto, numa época em que as crendices significavam muito ao simbólico sociorreligioso, não seria estranho o fato noticiado em matéria do referido jornal, como primeiro caso diagnosticado, no início da última década do século XIX, de acometimento humano por “Calvinofobia”: quadro de natureza patológica, com distúrbio mental vinculado à memória de João Calvino, reformador do século XVI, observado através das seguintes manifestações sintomáticas: alteração de humor, comprometimento da lógica discursiva e fixação de opinião em nível de senso comum, sob o crivo da defesa do sistema religioso de adesão (defesa) ou de insulto a existência religiosa e de suas instituições, das quais o reformador é prova de sua crueldade (julgamento).

No entanto, em sua matéria, o colunista apenas aproveitou o ocasionado uso de expressão linguística metafórica, comumente utilizada para convencimento da convicção oposta assumida em relação ao tratamento de um assunto ou forma de demonstrar incompatibilidade, a ponto de nem se deixar ouvir a respeito. Muita audição foi dada à declaração, que apenas ao ouvir sobre um assunto tem-se o acometimento de ataque de tremores, dentre outros sintomas. Por certo, assim como atualmente, ao final do século XIX esse modo de se expressar não era considerado que de fato havia ocorrido desenvolvimento de reação patológica.

Como se observa na prescrição de medicação ao colega, o colunista faz entender que a matéria é resposta à informalidade ocorrida na conversa entre eles, em demonstração de plena indisposição à adesão às ideias calvinianas pelo colega, através de usual metáfora. Por certo, a leitura da matéria oportunizou momento de risos ao colega do norte. Da parte do colunista, o sentimento de esperança, que seu conselho fosse a abertura da via à evangelização do seu estimado, ou melhor, a calvinização dele.

Convém ressaltar o fato de que, não poucas vezes, tem-se deparado com considerada quantidade e variados níveis de pessoas, sob o referido distúrbio mental: o “Calvinofobia”, verificada pelo ataque mais do que agudo (porém, crônico), de falta de educação, arrogância e cinismo, quando envolvido no trato pessoal à conversa sobre o pensamento calviniano.

Faz parte da política de confidencialidade e respeito ao leitor do Blog Calvino21, jamais usar de réplica à sua opinião nos comentários através de postagem posterior ou resposta pública nos comentários, de forma a ocasionar condicionamento à sua liberdade de expressão. Muitos comentários não são aprovados à publicação na postagem, pois são escritos por pessoas que apresentam os sintomas, acima descritos, próprios aos portadores de calvinofobia. Na maioria das vezes, usam apenas duas linhas do formulário de comentários, mas parece que o preencheram todo, devido a expressão de sentimento parecido com o de vingança ou perseguição intencional, mesmo em postagem não polêmica e sem motivo à réplica do leitor. Assemelha-se à opinião de uma colega com fobia à barata: É barata? Ela deve morrer ou tenho que correr!

Melhoras desse quadro, somente se espera caso o paciente siga a recomendação prescrita centenária de intervenção terapêutica e medicamentosa: ocupar-se, antes, das coisas que são melhores e pertencentes à salvação (Hb. 6.9) e, como remédio, tomar muitas doses das obras de João Calvino.

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J. A. Lucas Guimarães  Organizador do Blog Calvino21, historiador, pastor presbiteriano, jornalista-escritor, com várias obras publicadas sobre o reformador francês, dentre elas o livro Calvino, Ciência e fake news.
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