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LANÇAMENTO: LIVRO "JOÃO CALVINO: QUEM DIZEM QUE SOU?"

 S ob empréstimo da pergunta de Jesus aos discípulos, foi publicada a décima obra da Coleção Calvino21 , organizada pelo historiador e teólogo J. A. Lucas Guimarães, sob o título: ▪ ▪ ▪  ▪ ▪  ▪ ▪  ▪ ▪   ┌   JOÃO CALVINO: “QUEM DIZEM QUE SOU?” ▪  Esboços de retratos calvinianos  ▪ ▪ ▪ ▪  ▪ ▪  ▪ Capa do livro "João Calvino: 'Quem dizem que sou?'" N ela temos a convicção de que a relação de seu contexto original com as identificações à pessoa de João Calvino desde sua morte, não é mera coincidência. Se lhe fosse oportuno um lance de existência atual, é possível que ele fizesse semelhante indagação, apesar de seu desinteresse por ela em sua existência. Desse modo, tem início o empenho de disponibilizar a verdade histórica da identidade e identificação de João Calvino: advogado, um dos principais líder da Reforma Protestante do século XVI, pastor na cidade de Genebra e escritor cristão, com vasta liter...

COMENTÁRIO DE JOÃO CALVINO AO LIVRO DE GÊNESIS 1.3-4


"E Deus disse: Que haja luz. Então, houve luz! E Deus viu que a luz era boa. E ele separou a luz das trevas." — Gênesis 1.3-4

▪ ▪ ▪ ▪  Que haja luz.
 E ra apropriado que a luz, por meio da qual o mundo seria adornado com tão excelente beleza, fosse criada primeiro. Porém, não aconteceu por improvisação ou por acaso que a luz precedesse o Sol e a Lua e esse fosse também o início da distinção entre as coisas criadas. A nada mais somos propensos do que limitar o poder de Deus à atividade daqueles instrumentos que ele utiliza. O Sol e a Lua nos fornecem luz. Nisso, então, conforme nossas idealizações, damos abrangência de tal forma a esse poder neles de gerar luz, que se fossem retirados do mundo, pareceria impossível que alguma luz permanecesse. No entanto, o Senhor, pela própria ordem da criação, testifica que sustenta em suas mãos a luz, a qual é capaz de nos transmitir sem o Sol e a Lua. Além disso, pelo contexto, é certo que ele criou a luz de modo a se alternar com a escuridão.

▪ ▪ ▪ ▪  E Deus viu... a luz

 A qui, Deus é apresentado por Moisés como verificando sua obra, para que pudesse ter satisfação nela. No entanto, foi por nossa causa que ele fez isso, para nos ensinar que Deus não criou nada sem uma certa razão e desígnio. E não devemos entender as palavras de Moisés como se Deus não soubesse que sua obra era boa até que fosse concluída. Mas o significado da passagem é que a obra, tal como a vemos agora, foi aprovada por Deus. Portanto, nada nos resta senão aceitar esse julgamento de Deus. E essa é uma advertência muito útil. Porque, embora o ser humano deva aplicar todos os seus sentidos à contemplação admirada das obras de Deus, vemos até que ponto a licenciosidade, que ele se permite, realmente desvia sua atenção dela.

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Autor   João Calvino 
Extraído do Comentário ao Livro de Gênesis 1.3-4.

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