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LEITOR: LIVRO “DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS”

Os leitores encontraram um impactante tesouro literário para os conduzir a desenterrar os tesouros divinos na leitura do livro escrito por J. A. Lucas Guimarães, organizador do Blog Calvino21 , onde expõe e aprofunda os ensinos de João Calvino sobre o exercício espiritual da oração, sob o título: DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS: Os princípios da verdadeira oração ensinados por João Calvino ┐  Excelente leitura!  ┌ É um livro encorajador para quem busca viver o Reino de Deus, que já está no nosso meio.  Se você quer aprender mais das riquezas de Deus sendo confrontado, aconselho-te esse livro. Agora se você quer que seu ego seja massageado aconselho-te a não adquirir esse livro. Welington Marques da Silva Cliente da Amazon  à aquisição e leitura  do livro. Princípios para uma profunda e verdadeira oração à luz das Escrituras Sagradas! Neste pequeno livro, o autor capturou com maestria e vivacidade os ensinamentos e a visão do grande reformador João Calvino s...

COMENTÁRIO DE CALVINO AO LIVRO DOS SALMOS 92.1-4

DEVER DE LOUVAR AS INCESSANTES BONDADE E FIDELIDADE DE DEUS

"Bom é render graças ao Senhor e cantar louvores ao teu nome, ó Altíssimo, anunciar de manhã a tua misericórdia e, durante as noites, a tua fidelidade, com instrumentos de dez cordas, com saltério e com a solenidade da harpa. Pois me alegraste, Senhor, com os teus feitos; exultarei nas obras das tuas mãos." — Salmos 92.1-4

A  razão pela qual o Salmista apropriou esse salmo ao sábado é bastante óbvia. Esse dia não deve ser santo no sentido de ser dedicado à ociosidade, como se isso pudesse ser uma forma aceitável de adoração a Deus, mas no sentido de nos separarmos de todas as outras ocupações para nos dedicarmos à meditação sobre as obras divinas. Como nossas mentes são inconstantes, somos propensos a nos afastar de Deus, quando expostos a várias distrações. Precisamos nos desvencilhar de todas as preocupações se quisermos nos dedicar seriamente aos louvores de Deus. O Salmista, então, ensina-nos que a observância correta do sábado não consiste em ociosidade, como alguns absurdamente imaginam, mas na celebração do nome divino.

O argumento que ele apresenta baseia-se na utilidade do serviço, pois nada é mais encorajador do que saber que nosso trabalho não é em vão e que aquilo em que nos empenhamos encontra a aprovação divina. No versículo seguinte, ele faz referência aos motivos que temos para louvar a Deus, para que não possamos imaginar que Deus nos chama a nos engajarmos nesse serviço sem razão ou simplesmente em consideração à sua grandeza e poder, mas em lembrança de sua bondade e fidelidade, que deveriam inflamar nossos corações a essa prática, se tivéssemos algum senso e experiência adequados delas. Ele quer que consideremos, ao mencionar isso, que não apenas Deus é digno de louvor, mas que nós mesmos seremos acusados de ingratidão e perversidade se recusarmos isto.

Somos os objetos exclusivos de sua fidelidade e bondade e seria uma indiferença imperdoável se elas não suscitassem nossos sinceros louvores. Pode parecer uma distinção estranha a que o Salmista observa quando fala de anunciarmos a bondade de Deus pela manhã e sua fidelidade à noite. Sua bondade é constante e não peculiar a nenhuma estação do ano. Então, por que dedicar apenas uma pequena parte do dia à celebração dela? E o mesmo pode ser dito da outra perfeição divina mencionada, pois a sua fidelidade não se manifesta apenas durante a noite. Essa, porém, não é a intenção do Salmista. Ele quer dizer que, começando a louvar o Senhor desde o amanhecer, devemos continuar a louvá-lo até o último instante da noite. Porque isso não é mais do que merecem a sua bondade e fidelidade.

Se começarmos celebrando a sua bondade, devemos em seguida abordar o tema da sua fidelidade. Ambas manterão nossos louvores contínuos, pois estão mutuamente e inseparavelmente conectados. Portanto, não se deve supor que o Salmista deseje que separemos uma da outra, pois estão intimamente ligadas. Ele apenas sugere que nunca faltará motivo para louvar a Deus, a menos que a indolência prevaleça sobre nós e que, se quisermos cumprir corretamente o dever da gratidão, devemos ser assíduos nela, visto que a sua bondade e a sua fidelidade são incessantes.

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Autor  João Calvino
Comentário ao Livro dos Salmos [92.1-4].
Disponível em: https://www.ccel.org/study/Ps_92.
Tradução  J. A. Lucas Guimarães.
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