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LEITOR: LIVRO “DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS”

Os leitores encontraram um impactante tesouro literário para os conduzir a desenterrar os tesouros divinos na leitura do livro escrito por J. A. Lucas Guimarães, organizador do Blog Calvino21 , onde expõe e aprofunda os ensinos de João Calvino sobre o exercício espiritual da oração, sob o título: DESENTERRANDO OS TESOUROS DE DEUS: Os princípios da verdadeira oração ensinados por João Calvino ┐  Excelente leitura!  ┌ É um livro encorajador para quem busca viver o Reino de Deus, que já está no nosso meio.  Se você quer aprender mais das riquezas de Deus sendo confrontado, aconselho-te esse livro. Agora se você quer que seu ego seja massageado aconselho-te a não adquirir esse livro. Welington Marques da Silva Cliente da Amazon  à aquisição e leitura  do livro. Princípios para uma profunda e verdadeira oração à luz das Escrituras Sagradas! Neste pequeno livro, o autor capturou com maestria e vivacidade os ensinamentos e a visão do grande reformador João Calvino s...

PROVIDÊNCIA EM CALVINO |1| O MUNDO NÃO É SÓ UMA ENGRENAGEM

▪ ▪ ▪   João Calvino

   Criação e Providência
inseparavelmente unidas
eria frio e árido, fazer de Deus um Criador momentâneo, que completou sua obra de uma vez por todas e depois a abandonou. Aqui, especialmente, devemos discordar do profano e afirmar que a presença do poder divino é evidente tanto no estado de continuação do mundo quanto como na sua origem. Pois, embora até mesmo os ímpios sejam compelidos, apenas ao contemplar a terra e o céu, a se voltarem ao Criador, a fé tem seu próprio método de atribuir todo o louvor da criação a Deus. Nesse sentido, refere-se a passagem já citada do apóstolo, de que: “Pela fé, entendemos que foi o universo formado pela palavra de Deus” [Hb. 11.3]. Porque, sem recorrer à sua Providência, não podemos compreender a força do que significa Deus ser o Criador, por mais que pareçamos compreendê-lo com nossa mente e confessá-lo com nossa língua.

A mente carnal, uma vez que percebe o poder de Deus na criação, para por aí e, no máximo, pensa e pondera apenas na sabedoria, no poder e na bondade demonstrados pelo Autor de tal obra (questões que surgem espontaneamente e por si mesmas se impõem à atenção até mesmo dos relutantes), ou em alguma atividade geral, da qual depende o poder do movimento exercido para preservá-la e a governar. Em suma, imagina que todas as coisas são suficientemente sustentadas pela energia divinamente infundidas nelas desde o princípio.

Mas a fé deve penetrar mais profundamente, a saber: depois de aprender que existe um Criador, deve concluir, imediatamente, que Ele é também um Governador e Preservador. E que isso não ocorre por meio de uma espécie de movimento geral na engrenagem do globo terrestre, assim como em cada uma de suas partes, mas por uma providência especial que sustenta, nutre e cuida de todas as coisas que Ele criou, até do mínimo detalhe, tal como cuida do menor pardal [Mt. 10.29]. Assim, Davi, após afirmar brevemente que o mundo foi criado por Deus, imediatamente passa a abordar o curso ininterrupto da Providência: “Os céus por sua palavra se fizeram, e, pelo sopro de sua boca, o exército deles” [Sl. 33.6]. Em seguida, acrescenta: “O Senhor olha dos céus, vê todos os filhos dos homens” [Sl. 33.13]. Ele complementa com outras ideias semelhantes. Pois, embora nem todos raciocinem com tanta precisão, não seria crível que os assuntos humanos fossem supervisionados por Deus, a menos que Ele fosse o Criador do mundo, e ninguém poderia acreditar seriamente que Ele é o seu Criador sem se sentir convencido de que Ele cuida de Suas obras. Davi, com boa razão e em admirável ordem, conduz-nos de uma ideia à outra.

Em geral, aliás, os filósofos ensinam, e a mente humana concebe, que todas as partes do mundo são revigoradas pela inspiração secreta de Deus. Contudo, eles não alcançam a mesma grandeza que Davi, conduzindo consigo todos os piedosos, quando diz: “Todos esperam de ti que lhes dês de comer a seu tempo. Se lhes dás, eles o recolhem; se abres a mão, eles se fartam de bens. Se ocultas o rosto, eles se perturbam; se lhes cortas a respiração, morrem e voltam ao seu pó. Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra” [Sl. 104.27-30]. Ou antes, embora compartilhem do sentimento de Paulo, de que em Deus “vivemos, e nos movemos, e existimos [At. 17.28], ainda estão longe de ter uma séria compreensão da graça como ele requer, pois não tem o menor apreço por esse cuidado especial, pelo qual unicamente o favor paterno de Deus é reconhecido.

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Autor    João Calvino 
Texto da Edição digital da "E-Institutas de Calvino21: simplicidade e devoção" (Livro I, XVI, 1)Tradução de J. A. Lucas Guimarães da edição inglesa traduzida por Henry Beveridge. Disponível em: https://ccel.org/ccel/calvin/institutes/institutes.iii.xvii.html. Acesso em: 25/12/2025.
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